Andando na chuva, sozinha,
Vou sentindo um vazio na alma,
Parece uma dor que não é minha,
Mas sentir essa dor, me acalma.
Peço em preces e desejos loucos,
Que minhalma sofra desse mal sagrado,
E pensando assim eu me comparo a poucos,
Os que amam com amor desesperado.
Eu já não procuro mais as marquises,
Eu me entrego à chuva por esse momento,
E sinto meus sonhos serem mais felizes,
Assim deixo livre o meu pensamento.
Penso que quero, que sei, que preciso,
Sofrer desse mal que só me fortalece,
Que alimenta e dá origem ao meu sorriso,
E ao mesmo tempo é o que me entristece.
Encorajada pelo próprio medo,
Entrego-me à chuva, entrego-me ao amor,
Enfim, assumo que o grande segredo,
Da minha alegria é a minha dor.
KARINA POPOVICZ
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